terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A janela secreta

Rogério Fernandes Lemes*
Foto: Fazenda Pacuri. Rogério Fernandes Lemes em 17 de dezembro de 2017.

Uma casa de madeira surgiu das lembranças da família de um homem simples. Depois de muitos anos, a casa onde ele nasceu e cresceu foi toda derrubada. Os pais e alguns irmãos mudaram-se para a cidade. Ele e outro irmão permaneceram na porção de terra que recebeu por herança.

Fez a casinha de madeira com as próprias mãos. Com o resto das madeiras que sobrou de sua antiga casa carregada de lembranças, de risos, de rezas e punições. Praticamente aquelas tábuas e vigas foram testemunhas de sua infância e juventude. Agora foram descartadas e se, o homem nada fizesse, certamente apodreceria ou seriam queimadas em algum fogão de lenha.

Primeiro o homem cavou quatro buracos para firmar os batentes. Depois pregou firmemente as vigas, as tábuas e assentou duas portas. Por fim, o homem afixou o telhado que era, assim como na primeira casa, tabuinhas feitas manualmente de uma madeira conhecida como ipê. Cada tabuinha foi lavrada e esculpida por seu pai. Agora seus filhos o ajudavam.

Sentado sobre a viga principal o homem pediu a cobertura. Os filhos, com os pés no chão, alcançavam as unidades e os pregos. Após várias marteladas no decorrer da manhã, lá estava ela. Pronta. Digna para servir de lar se preciso fosse.

Não havia janela. Não precisava. A casinha era tão baixinha e pequena que bastava abrir uma das portas e tudo clareava.

Por algum tempo aquela casinha serviu para guardar coisas da fazenda. Uma charrete; uma cama com lastros de couro de vaca, onde seu filho mais velho dormiu por alguns anos; duas rodas de carreta de boi; um pilão todo cheio de teias de aranha; apetrechos de montaria e toda sorte de quinquilharia que se possa imaginar.

O homem sempre dizia aos filhos: “quem guarda o que não presta sempre tem o que precisa”.

Tempo depois, uma família de conhecidos de tempos antigos veio prestar serviços ao fazendeiro. Um casal e uns quatro filhos habitaram a casinha. Todos cabiam e viviam felizes. As crianças do casal brincavam com os filhos do fazendeiro dono da terra, da casinha e, por vezes, dos sonhos dos empregados.

Depois de algum tempo aquela família foi-se embora. A casinha retornou à sua serventia primeira. Voltaram-se as rodas de carreta, o velho pilão cheio de teias, a cama de couro do filho mais velho, os apetrechos de montaria, as quinquilharias e a velha charrete.

Os filhos do fazendeiro cresceram andando de charrete. Nas tardes de domingo, a família toda ia até a vendinha, ou ao bolicho, como era conhecida nas redondezas. As crianças criam duas coisas mágicas: caramelos e refrigerantes. E para isso trabalhavam e se comportavam a semana inteira esperando, ansiosamente, sentirem o gosto do açúcar satisfazendo seus cérebros.

Os filhos cresceram, se casaram e tiveram filhos. A casinha continuava lá. Firme. Certo dia, o fazendeiro desapareceu sem nunca mais dar notícias de seu paradeiro. A esposa, os filhos e netos do fazendeiro ficaram desolados. A saudade tornou-se grande e quase insuportável.

Algumas pessoas dizem que viram o fazendeiro minutos antes de desaparecer. Contam que ele estava um pouco triste e resolveu parar de sentir tristeza. Somente ele sabia de uma janela secreta na casinha. Sem contar a ninguém, ele adentrou pela porta menor e nunca mais foi visto desde então.

A janela foi fechada e ninguém mais consegue achá-la. Mas, ela existe. A sogra do fazendeiro, alguns dias depois, achou a janela e também desapareceu.

Contemplando o interior da casinha de madeira, o filho mais velho apenas via a cama de couro, a charrete empoeirada, as duas rodas de carreta e quinquilharias pelo chão. Ele sentiu que a janela existe e que, um dia, todos serão achados por ela.

* Escritor e Vice-Presidente da UBE-MS
Membro da Academia Douradense de Letras
Palestrante da FliBonito 2017

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Natal ou hipocrisia

Fonte: factivel.com.br

Nunca gostei do espírito natalino, e não foram por falta de ceia, presentes, e nem mesmo falta de família. Ou foi... Sei lá! Família nem sempre é harmoniosa, mas nada que uma bela noite de Natal juntos não resolva. E assim é o Natal.
A meu modo de ver e pensar, esta festividade é totalmente artificial, desde as decorações de casa, comércio, ruas, até papai Noel, com aquela vestimenta vermelha e a barba branca. E sua touca? Mais parecendo um coador. Geralmente em cima de carro ou nas calçadas com um saco de balas, seu alvo principal são as crianças.
Observo aquelas pessoas que saem para comprar presentes, com uma falsa felicidade estampada na cara, outros saem falando em ajudar os mais necessitados, surgem as mais variadas campanhas de solidariedade, sorrisos forçados... O trânsito fica intenso, ruas tomadas por irresponsáveis nos volantes e arriscando a vida de outras pessoas. 
Háaaa! Também tem os desapontamentos dos presenteados. Na maioria das vezes, quando vêem os presentes do próximo são atingidos pela cruel desigualdade social. E a tristeza daqueles pais que não podem dar a seus filhos os presentes que eles esperavam. Assim, tudo isso é um abismo de realidade vivida na sociedade em época de Natal.
Hoje saí para dar uma volta pelo comércio, e o encontrei uma colega, esforçando-se além do possível para comprar presentes, não era “um” presente, e, sim vários presentes. Percebi que se afundaria em dívidas apenas para satisfazer uma expectativa forçada, contentar a ansiedade criada em seus filhos, parentes e amigos, tornando-se uma exibição desproporcional das possibilidades financeiras. 
Nesta época festiva, os orfanatos se enchem de presentes, geralmente brinquedos velhos, usados, que são doados pelos conhecidos e famosos “filhinhos de papai”. Os abrigos dos idosos recebem filhos, netos, amigos, enfim todos demonstrando solidariedade. Aos que não sabem, muitos passam fome, enquanto outros estão cheio de “Espírito”, esses que passam fome, também passam frio.
O amor verdadeiro será que existe no coração de cada um? Será que o Natal também significa discriminação de quem pode, sobre os menos favorecidos? É insuportável a falta de humanidade, acompanhada de falsas promessas, solidariedade transformada em obrigação, e nunca de coração. Em alguns casos também seria melhor que trocássemos “Noite de Natal” por “Noite da Hipocrisia”, pelo menos seríamos honestos neste dia... 
O Natal poderia ser mais de esperança e fé. Assim, digo aos sábios. REFLITAAAA! Que o Espírito de Natal não se perca entre o ser humano em apenas vaidade e comemoração. Mas, que seja levado ao verdadeiro significado. As festividades natalinas é algo maior que o poder econômico, é olhar para as pessoas que estão em nossa volta como seres humanos, que esse olhar seja no decorrer do ano, e não apenas no Natal. Que o Natal de cada um de vocês possa ser generoso e fraterno. 


Ana Cláudia Matos Krul é professora, poetisa, graduada em Letras e Literaturas da Língua Portuguesa pela Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD, analista em Metodologia da Língua Portuguesa e acadêmica do curso de Pedagogia da UEMS – Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul. Escreve contos, crônicas e poesias desde a adolescência. Publicou seu primeiro livro de poesias em 2015 participando com outros autores, participação no artigo publicado em 2016 com o tema: “Memorialismo de Mato Grosso do Sul”. Em 2017 foi publicada uma crônica de sua autoria na Antologia Criticartes com outros autores. Poesia publicada na coletânea Mato Grosso do Sul 40 anos pela Criticartes, publica periodicamente no site Recanto das Letras e Revista Criticartes.

Aurineide Alencar recebe o título de Cidadã Douradense



Aurineide Alencar de Freitas Oliveira, nome artístico AURINEIDE ALENCAR nascida em Catolé do Rocha Pb, professora aposentada, na rede estadual de Mato Grosso do Sul. Habilitada para o Magistério de 1º grau. Formada no curso de Letras, Pós-graduada em Metodologias do Ensino Superior, Especialista em Metodologia do Ensino Superior, Especialista em Educação e mestra em Ciência da Educação.
Em 1997 foi transferida da EE Fazenda Itamati no município de Ponta Porã, como professora concursada da rede estadual de ensino para a EE São José em Indápolis, neste município não chegando a assumir as aulas , devido a distancio, assumindo na EE Presidente Tancredo Neves. Dai em diante trabalhei nas escolas EE Vilmar Vieira de Matos, EE Professor Alício de Araújo e EE Professora Floriana Lopes e a última na qual aposentou-se EE Ramona da Silva Pedroso. 

Cidadã douradense

Pensei em algumas palavras
Só para lhe agradecer
Senhora Daniela Hall
Por você me conceder
Esse título valioso
Para mim tão precioso
Pois sempre sonhei em ter.

Mais de 3.000 km
Separa-nos de cidade
Porém uma coisa eu sei
E te digo de verdade
Se hoje meu coração
Bate com tanta emoção
É graças tua bondade.

Mais de 20 anos atrás
Em Dourados eu cheguei
Junto com minha família
Tão logo me apaixonei
Por estas ruas sombrosas
Tão largas e carinhosas
Que nunca mais a deixei.

Para cá vim transferida
Já de outra localidade
Com o cargo de professora
Que tinha estabilidade
Pois em concurso do estado
Funcionário concursado
Pode mudar de cidade.

Eu vi que Dourados tinha
Tudo que eu queria ter
Estudo para os meus filhos
Saúde e também lazer
Uma cidade tão rica
Quem vem a passeio fica
Porque deseja crescer.

Por isso que mostro em verso
A sua rica beleza
Sempre que conto uma historia
Falo com muita firmeza
Em cada palmo de chão
Eu deixo meu coração
Pode ter toda certeza.

Neste Brasil tão gigante
Uma coisa eu vou dizer
Se pra morar eu tivesse
Que uma cidade escolher
Mil vezes eu escolheria
Eu Dourados eu viveria
Sem nunca me arrepender.

Foi o berço dos meus filhos
Agora és de minhas netas
Viverei aqui pra sempre
Pois ainda tenho metas
Tu não me viste crescer
Mas irás me vê morrer
Deixando marcas concretas.

Autora: Aurineide Alencar, 12/12/17

Carlinhos, José e eu

Rogério Fernandes Lemes*
Fonte: poesiafilosoficablog.files.wordpress.com

Da última vez que estive com Carlinhos comentei sobre um de seus poemas, o “Privilégio do mar”. Ele demonstrou certa indiferença e continuou, inerte, a contemplar o concreto armado dos imponentes e corroídos edifícios à sua frente.

Talvez fosse melhor virar-se e contemplar o mar Carlinhos, disse a ele. Você perde de ver as pessoas em suas zonas de conforto banhando-se na fétida praia da solidão. Estão bem atrás de você e, por vezes, causam-lhe estragos. A última insanidade custou vinte e cinco mil ao erário público no conserto de seus quadrados óculos.

O poeta continuava imóvel, sem dizer uma só palavra. Não era birra e nem mesmo indelicadeza. Era sensibilidade com miséria humana. Dali, a uns duzentos metros, ele contemplava “mil corpos labutando em mil compartimentos iguais” alheios, quem sabe, à existência dos horrores de um conflito mundial.

Ele não estava em um terraço confortável. Estava era pegando gripe, ao relento. Sol, chuva, maresia, ventos alísios e, vandalismo. Com todas essas mazelas pontuadas Carlinhos, se quer, ousou declamar. Seu silêncio era tão igual aos corpos que bem cervejas do alto de seus edifícios.

Dei de costas a Carlinhos e contemplei a infâmia do mundo. E agora, José? E agora, Carlinhos? Poderá o homem salvar-se de si mesmo? A indiferença e o altruísmo habitam a mesma casa? Poderia o homem, inconformado com sua mortalidade, atingir o absoluto? A felicidade a qualquer custo? Silêncio.

Apenas o dançar frenético e interminável das ondas às suas costas. Um ou outro aproximaram-se um pouco desconfiados sentindo-se traídos pela ignorância por não saber quem era, quem foi e o que escreveu Carlinhos. Talvez para não perder a viagem e disfarçar suas carobas, aquelas pobres almas registraram seus fantasmas ao lado do metálico, gélido e indiferente Carlinhos.

Continuei a seu lado. Firme e quase inerte como ele. Ambos respirando a brisa do oceano, fatigados pela vida, mas com o privilégio de estar ali, naquele instante, naquele lugar.

Passados alguns minutos percebi uma trégua. Carlinhos espreguiçou-se e me disse: qual é?

Percebi então ser o momento para puxar assunto e falar de coisas irrelevantes. Era um bom começo. Onde você mais gosta de ficar Carlinhos? “Fundeado na baía em frente da cidade”, foi a resposta. Pensando cá, com meus botões, apenas assenti e perguntei-lhe o que ele pensava sobre a vida; sobre tudo. “A vida seria incerta... improvável”... Se? Quis eu saber. “Se houvesse um cruzador louco, fundeado na baía em frente da cidade”.

E eu, um desavisado, pensei que Carlinhos respondia a minha pergunta sobre onde ele gostava de ficar. Foi então que entendi um pouco mais sobre a vida dos poetas. Eles não pedem e nem precisam ser entendidos ou explicados. Carlinhos apenas faz o que nasceu para fazer: ficar vivo entre nós, assim como todos os poetas mortos, que até uma sociedade têm.

Não importa se Carlinhos senta de costa para o mar; se ignora minhas ignorâncias; se suporta pacientemente seus algozes; se contempla a indiferente dos fatigados beberrões. Importa é que Carlinhos vive. Importa é seu privilégio do mar. Importa suas provocações aos Josés e Marias. Importa é que Carlinhos é brasileiros. E ainda que seus vândalos custem mais de cem mil em manutenção de seus quadrados óculos, Carlinhos não desiste nunca. Continua firme como eu. Até quando? Isso não importa, pois existe um vândalo muito pior a caminho e que, ao encontrar uma pobre alma, com sua foice em riste, pergunta: E agora, José? Quem o livrará da ira futura?

* Escritor e Vice-Presidente da UBE-MS
Membro da Academia Douradense de Letras
Palestrante da FliBonito 2017

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A ficção e a distorção da realidade

Fonte: www.cursoderedacao.net

A ficção literária apresenta-se como instrumento na compreensão da realidade, na medida em que deforma suas limitações cotidianas. A produção ficcional não pode ser compreendida como uma mentira, mas como uma distorção da própria realidade ao trabalhar com fatos imaginários. Em outras palavras, a ficção consolida-se na prevalência de fatos imaginários que prevalecem sobre a observação.

Quando uma pessoa faz a opção por ler um romance, por exemplo, ela tem consciência de que interage, fundamentalmente, com fatos imaginários e não fatos históricos. Essa percepção prévia, de que uma história é o resultado da imaginação de alguém sobre suas observações da realidade e suas limitações, torna-se irrelevante do ponto de vista do juízo de valor. A pessoa não está preocupada se os fatos narrados pelo autor são verdadeiros ou não, mas sim, na possibilidade de uma percepção diferente da realidade; em uma possível compreensão da própria condição humana; ou, simplesmente, identificar-se com aquilo que sente, ainda que não possa manifestar publicamente.

 A ficção é o auxílio necessário para que um escritor não tenha limites. A realidade, sim, tem seus limites e, por vezes, frustrantes. A ficção é uma espécie de “imaginação sociológica” proposta por Wright Mills e que, nada mais é, do que um recurso que o sociólogo utiliza para pensar os fatos históricos e os fenômenos sociais e depois voltar à realidade. Para o escritor, a ficção é o recurso ideal na sua produção literária.

Nessa compreensão da ficção como um recurso de distorção da realidade limitada não há mentira. Não a que se falar em mentira quando uma obra é apresentada aos leitores como ficção, fruto da imaginação. A proposta de um escritor em contar uma história não significa que ele falará sobre verdades universais, mas uma caricaturização da realidade que, se bem compreendida, permite-nos pensar e dialogar sobre aspectos essenciais da condição humana.

Para Mario Vargas Llosa, nas ficções não há mentira alguma, porque a ficção não engana o leitor que sabe, previamente, que sua leitura é uma invenção literária que teve como ponto de partida um evento da realidade, mas que foram engenhosamente transformados mediante acréscimos, exageros ou supressões. Verdades e mentiras coabitam um mesmo universo.

Quando pensamos no conto “O Gato Preto” de Edgar Allan Poe, por exemplo, temos ciência de que é uma história inventada, porém, que retrata comportamentos, sensações e percepções subjetivas do ser humano. Essas deformações da realidade constituem-se como uma das formas de compreensão melhor da realidade. Certos eventos somente serão possíveis através da ficção. Portanto, eis a riqueza e grandeza da ficção literária como um instrumento para conhecer mais a vida ou mesmo entender melhor as relações humanas.

Diferentemente da História ou da Sociologia, a ficção não tem obrigação de dizer a verdade histórica, exceto a verdade literária, essa sim capaz de persuadir e encantar o leitor levando-o a uma profunda reflexão de sua condição e de seu posicionamento no mundo.

A brevidade da vida, por si só, é um fator que limita o ser humano. Ainda que a realidade seja uma bolha que aprisiona as pessoas e seus sonhos, a ficção é mais que uma válvula de escape, é uma espécie quase divina de salvação.

Rogério Fernandes Lemes
Escritor e Vice-Presidente da UBE-MS
Palestrante da FliBonito 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Revista Sul-mato-grossense recebe prêmio no Rio de Janeiro

É o terceiro prêmio da Criticartes desde sua criação
Dr. Mário Carabajal, Dra. Dinalva, Kássia Regina e o Editor Rogério Fernandes. 
Um jantar de gala no salão Crystal em um dos mais conceituados hotéis do Brasil, o Copacabana Palace, marcou a comemoração dos dezesseis anos da Academia de Letras do Brasil (ALB), a primeira academia mundial da Ordem de Platão. Estiveram presentes duzentas pessoas entre escritores, escritoras, poetas e poetisas de todo o Brasil e do exterior.

A ALB está presente na maioria dos Estados brasileiros distribuída em seccionais estaduais e municipais. Foram empossados os Presidentes das seccionais do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, os acadêmicos Milton Pantaleão e Rogério Fernandes Lemes, respectivamente.

O fundador global da ALB, o Dr. Mário Carabajal, presidiu o cerimonial e homenageou acadêmicos brasileiros e internacionais. Foi dada a posse para a representante do continente africano no Brasil, em reconhecimento aos trabalhos efetivos realizados na ajuda humanitária mundial, bem como a posse de novos acadêmicos que ocuparão cadeiras nas seccionais.

A coletânea Imortais, lançada no evento, contou com a participação de 146 autores distribuídos e mais de 500 páginas publicada pela editora Alternativa. A imprensa carioca esteve representada pela TV Búzios e a Revista Caras que entrevistaram os novos Presidentes estaduais empossados, bem como o fundador global da ALB.

Um evento grandioso e memorável que ficará, por muito tempo, no imaginário de seus acadêmicos motivando-os a produzirem belas obras e a sentirem orgulho em fazer parte de tão importante instituição.

A Revista Criticartes recebeu o troféu “Revelação do Escritor Brasileiro”, concedido pela ALB em reconhecimento e destaque pela atuação da Criticartes em âmbito nacional e internacional. Presente em praticamente todos os Estados brasileiros e em mais de 15 países, a Criticartes é um periódico digital, trimestral e gratuito.

Criada em outubro de 2015 pela Biblio Editora, do escritor e poeta Rogério Fernandes Lemes, a Criticartes tem por finalidade a ampla divulgação da produção literária dos autores brasileiros e das comunidades lusófonas.

No dia 30 de agosto de 2017 o Editor-Chefe da Criticartes, Rogério Fernandes Lemes, firmou uma parceria literária com a Revista mexicana CantaLetras da cidade de Victótia de Durango, no Estado de Durango através do Editor Petronillo e da escritora Reyna Contreras Valenzuela. Os autores brasileiros que desejarem publicar em português e espanhol poderão fazê-lo submetendo suas produções para o seguinte e-mail: revistacriticartes@gmail.com.

Em maio de 2017 a Revista Criticartes recebeu dois prêmios na cidade de Salvador, Bahia. O “Causas Imortais” e o troféu “Elos de Comunicação” pelo reconhecimento da Criticartes como um dos melhores periódicos brasileiro de divulgação da cultura brasileira da atualidade.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

SONETO DO DEVIR

Rogério Fernandes Lemes*
Imagem: https://livrolevesolto.files.wordpress.com
Quando Kafka renasce em pleno pantanal
Translúcido entre Ovídio e fantásticos seres
Desponta um astro com seu calor infernal
Do barro; do simples repleto de poderes.

Novo olhar que vê a cor da voz que a pedra tem
Alta liberdade; excelsa criação
Errar a língua de propósito desdém
De cores, formas e pré-coisas pelo chão.

Escondido na ontologia do devir
Transvê o mundo registrando, em foto, o tempo
Contemplando sons antes mesmo de existir

Sons de pássaros ecoando com o vento
Assim transforma-se pré-coisas em poemas
Vozes grandes e vozes médias em pequenas.

* Vice-Presidente da União Brasileira de Escritores/MS. Sociólogo, Jornalista, Escritor e Poeta idealizador e Editor-Chefe da Revista Criticartes e da Biblio Editora. Membro da Academia Douradense de Letras e da Academia de Letras do Brasil Seccional MS. Autor dos livros Subjetividade na Pós-modernidade (2015) e Palavras amontoadas (2017).


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vossa Senhoria, o Projeto de Lei

Por Rogério Fernandes Lemes*

A ideia que se tem é a de que tudo foi engenhosamente elaborado para causar asco e descrença nas instituições. A segunda parte do plano é classificar a dissidência, ou seja, desqualificar toda e qualquer opinião contrária ou crítica às bizarrices advindas de desserviços.

A situação é tão caótica que conceitos como cultura, por exemplo, amplamente discutido nos bancos acadêmicos entre estruturalistas, pragmáticos e derivados congêneres não chegam até a sociedade. O contemporâneo é mesmo um berço esplêndido. Tudo é possível ao que crê!

Não bastasse o vexame brasileiro em suas tentativas frustradas de combate à corrupção, ou suas manobras estatais para institucionalizá-la, existe outro conceito que se perdeu ao logo do tempo: chama-se “Projeto de Lei”. Passamos a utilizá-lo indiscriminadamente. É até hilário, mas cabe aqui um trocadilho: “é politicamente correto”.

Que hajam Projetos de Lei indiscriminadamente! Cresçam e multipliquem-se e dominem o ideário da vereança, que ganha muito bem por sinal. Façamos Projeto de Lei para que o filho do vizinho passe a ser, a partir de agora, nosso filho. Façamos Projeto de Lei para que as práticas centenárias daquele grupo seja, a partir de agora e, por força de Lei, nossas práticas.

Mas, e a opinião dos representados? Como fica? Ignorem suas opiniões, afinal, não sabem nada de política. E, além do mais, nosso projeto de Lei visa homenagear o próprio filho do vizinho que queremos para nós; apenas homenagear as práticas dos outros que agora serão nossas. Isso já basta para justificar nossos... Projetos de Lei.

A descrição expositiva acima foi retirada de uma romance chamado “A lambança”. Alguns personagens são iluminados, porém, entediados sem saberem ao certo o que devem fazer. Então, agem por experimentações. Um Projeto de Lei passou e foi até legalzinho. “Mas quem o apresentou foi meu oponente” pensou outro ser iluminado e representante legal dos amantes do tun-tun-tun (que segundo a interpretação contemporânea, é cultura). “Preciso apresentar o meu projeto de Lei também”.
Conversa vai, conversa vem, uma visita aqui, outra ali e as relações de compadrio são estabelecidas. Eu voto no teu e você... Advinha? Vota no meu, irmão. E desta forma, a gestão em “A lambança” apresenta suas bizarrices cômicas, porém, lamentáveis.

Os vizinhos, claro, não gostaram nenhum pouco. Recorreram ao tutor-mor acusando o iluminado proponente do famigerado “Projeto de Lei” e representante dos amantes do tun-tun-tun, de usurpador. E bradou isso para todo mundo; em rede nacional. O proponente, vendo a lambança (em homenagem ao romance) justifica-se dizendo que “não, veja bem, a criança parece com a gente; até anda em nosso meio. Então pensamos em uma forma ‘legal’ de homenagear seus pais tirando eles da jogada. Entende? A nossa intenção é boa”.

Ainda que este texto trate de uma ficção, pois se houver algo semelhante na vida real é mera coincidência, ele nos faz pensar sobre a razoabilidade entre a alta taxa de impostos que os contribuintes amargam mensalmente e os benefícios coletivos que recebem.

O autor do romance “A lambança” é um sonhador. Sonha com o dia em que seus representantes tenham orgulho de representar as pessoas com responsabilidade e visão de líderes gestores; sonha com o dia em que a manutenção asfáltica seja de qualidade e não fique pior após os buracos atulhados; sonha com o dia em que os pais trabalharam tranquilos sabendo que haverá vaga para seus filhos nos centros de educação infantil; sonha com o dia em que Projetos de Lei venham para coibir e punir criminosos que desviam verbas públicas da oncologia, por exemplo, para abastecerem caixa dois e financiarem suas campanhas, na busca de saciar o desejo por propina que emana dos amantes do tun-tun-tun. (O tun-tun-tun é um conceito de arte pós-moderno ironicamente utilizado pelo autor de “A lambança”, como forma de aplacar tamanha indignação com os Projetos de Lei apresentados na sua comunidade fictícia.

A relevância dos Projetos de Lei está, diretamente, ligada à importância que os contribuintes dão aos atos mais eficazes e poderosos que possuem: cobrar e exigir que seus representantes bem os representem. O resto, bem... o resto é conspiração.

*Vice-Presidente da União Brasileira de Escritores/MS.
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Carta para Genova, minha avó

Por Rogério Fernandes Lemes*
http://seligamulher.xpg.uol.com.br
Tem quase noventa anos. Tive o privilégio de ser um neto criado com a avó, ainda que por uns três anos apenas, mas que foram suficientes para gravar em minha memória cenas indeléveis.

Cento e trinta quilômetros nos separam. Alguns segundos, se eu resolver ligar para ela. Com a tecnologia a nós disponível interagi com ela por áudios e vídeos. Até fiz uma chamada de vídeo e a vi deitada em sua cama. São coisas que nunca pensamos antes, quando juntos morávamos.

Dia desses, na verdade a última vez que nos vimos, estava radiante, feliz e alegre. Aproveitei para fazer alguns vídeos dela, que encontram-se hospedados nas nuvens. Quero acessá-los de qualquer lugar, principalmente, quando forem eles os únicos meios para matar a saudade. Embora seja uma afirmação tenho minhas dúvidas se a saudade morre.

Sempre que a visito refaço meu repertório e meu discurso. Fico mais predisposto a ouvir do que falar, assim norteamos a prosa que flui entre risos e gargalhadas. Sempre sou o protagonista de suas repetidas histórias daqueles anos em que juntos compartilhamos um teto e alimentos. Confesso que ficava irritado, antes. Agora fico irritado por ter ficado irritado. Devia ter amado mais; ter ouvido mais...

Talvez ela não perceba, mas a sufoco na tentativa de recompensar a ausência do meu avô. Nela, revivo minhas lembranças que dele tenho. Filmei ela dizendo que fiz uma armadilha para pegá-lo. Compartilhamos nossos risos.

 No meu tempo tinha uma música que falava de arapuca. Também tinha uma série domingueira de um homem que, certamente, era alienígena. Ele fazia uma bomba apenas com a parafina e nitroglicerina contidas em uma simples carta de baralho. Acho que minha avó reproduz essa ideia de armadilha motivada pela música e pela série de TV.

Mas isso é irrelevante. O importante mesmo é que filmei e essas lembranças virtuais estão nas nuvens agora. Filmei seu sorriso e o som de sua risada. Filmei o fantasma de sua presença. Aprisionei-o para satisfazer meu ato mesquinho de matar saudade. Ela surpreendeu-me. Atuou em frente à câmera do aparelho de celular como se aquilo fosse um objeto de seu tempo. Estava descontraída e muito bem disposta.

Assim como a avó de Saramago, a minha também contou-me histórias de lobisomens e bruxas; de casos de família e atentados de homens bêbados. Ao contrário de Manoel de Barros, minha avó diz que são cem por cento verdadeiras.

O mundo muda e as avós também. A interpretação também muda. As histórias da minha avó, se contadas hoje, poderiam suscitar denúncias de terrorismo psicológico ou de tortura. Afinal, ficávamos aterrorizados, angustiados e, por vezes, tínhamos pesadelos terríveis. Éramos crianças felizes.

Seu corpo já cansado; sua face enrugada, um reflexo da dura lida no campo; suas mãos finíssimas de pele sensível; e seus cabelos brancos de seda são enigmáticos para mim. Algumas centenas de palavras práticas foram o suporte de sua interação a vida toda. Sabe bem o que é sofrimento e decepção. Mesmo sem nunca ter lido um livro e talvez nunca ter escrito o próprio nome, ela sabe bem o que significa amar. Ama e reclama dos filhos, dos netos... dos desafetos.

Sempre que olho o céu cheio de estrelas; a imensidão do cosmo e seus possíveis universos observáveis; ou penso na especulação do ser humano viajar no tempo... volto ao passado e lembro-me dos anos em que moramos juntos; das cenas de momentos felizes que tivemos.

Toda vez que a visito meu coração aperta e concordo com a avó de Saramago. “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer”.

*Vice-Presidente da UBE-MS

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Como as crianças chegaram ao poder

Por Rogério Fernandes Lemes*
www.portalaz.com.br
Este artigo traz o título do livro do psiquiatra David Eberhard sobre a realidade da sociedade sueca décadas após proibir palmadas nas crianças. A discussão tem gerado muita polêmica e dividido opiniões. Para alguns especialistas, as crianças suecas são as mais felizes do mundo. Outros afirmam serem elas as mais mimadas e sem educação.
A Suécia inovou ao proibir castigos físicos na educação de crianças. Em 1979, o país incorporou em seu código penal tendo o Estado como proponente de outras formas de educação como, por exemplo, a colocação da criança no centro das preocupações sobre aquilo que for melhor para seu integral desenvolvimento. Ouvir as crianças apenas não basta. O governo sueco desenvolveu um curso para os pais com dificuldades na criação dos filhos.
A dissolução afetiva entre pais e filhos, segundo o Governo, é a grande responsável pela preferência aos castigos físicos que, a longo prazo, não significa garantia de adultos confiantes e autônomos. Eberhard aponta as crianças sueca como extremamente mal educadas. Elas decidem, por exemplo, o que assistir na TV; a hora de dormir; quais os alimentos comer; ou, a roupa que vestirão.
Depoimentos de educadores suecos reforçam a afirmação do psiquiatra. Um professor relatou que quando pediu para um aluno de cinco anos resolver um exercício em sala de aula, a criança respondeu-lhe: “Você acha que eu quero fazer isso?”. Ao longo de quatro décadas as ‘crianças no centro’ restringiram toda e qualquer forma de correção ou imposição de limites.
No Brasil uma conversa entre duas mulheres vazou na internet e tem movimentado as redes sociais. Para algumas pessoas trata-se de uma “preocupante inversão de valores na educação infantil”. A conversa chamou a atenção pelo fato de um menino ter reclamado para sua mãe que não o deixaram brincar com um brinquedo.
A mãe tirou satisfações através de mensagens no celular. Questionou o porquê da proibição? A mulher explicou que possui peças colecionáveis, que além de serem caríssimas, não estavam na área social de sua residência. A mãe questiona a possibilidade do filho ficar doente e chamou a mulher de egoísta. Ela reforça seu argumento de indignação pelo ‘não’ que o filho recebeu alegando que ele é apenas “uma criança”. Afirma que irá levá-lo novamente na casa da mulher e que ele brincará, ‘sim’, com os brinquedos.
Independente das culturas, a essência humana é a mesma. Isso não é um pensamento determinista. Isso é um fato biológico, psíquico e emocional. O ser humano, sem limites, é um aspirante a tirano. Essa é a tese defendida por David Eberhard. Para ele, a Suécia criou uma geração de pequenos tiranos e talvez devesse se questionar se tal decisão não foi longe demais.
E no Brasil? Qual a melhor decisão a ser tomada? Certamente que as opiniões são as mais variadas, e isso é um bom sinal, pois a tão falada autonomia e autodeterminação dos povos confere ao indivíduo sua maneira subjetiva de entendimento sobre aquilo que é melhor para si. E isso bem que poderia ser respeitado.
Na esfera particular e que não serve de modelo a ninguém, todos os dias digo ao meu filho de três anos e meio que ele é forte, inteligente, um menino amado por seus pais e que, por tudo isso, deve retribuir os cuidados e o comportamento educado que recebe. De umas semanas para cá ele tem ponderado minhas decisões como pai, principalmente as que cerceio suas vontades. A reação é imediata: “você é fustante papai; você não vai na minha festa hoje”. Motivado pelas falas dos desenhos animados que assiste, ele diz que sou frustrante ao impedi-lo de fazer algo e, não satisfeito, ameaça de impedir minha participação na sua festinha de aniversário.
Então o levo a refletir comigo, como primeira instância de uma resolução pacífica desse litígio, sobre as coisas que me entristecem como, por exemplo, quando ele resolve me punir não permitindo que eu participe dos momentos únicos de sua vida. Digo a ele que quero muito estar na sua festa de aniversário, mas que ele não fará aquilo que bem entender, pelo menos enquanto estiver sob meus cuidados e responsabilidades de pai.
Finalizamos com um abraço e muitos beijos. Ele sempre arremata: “eu ti amo papai; eu tô feliz com você hoje”.

*Vice-Presidente da União Brasileira de Escritores/MS.
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Coletânea Mato Grosso do Sul 40 anos


REGULAMENTO
A “Coletânea MATO GROSSO DO SUL 40 ANOS” é uma realização da Revista Criticartes em parceria com a Biblio Editora e contempla poemas, artigos, crônicas e contos. Não há um tema específico. 
INSCRIÇÃO
1. Regulamento aberto para autores sul-mato-grossenses.
2. Prazo de inscrição: de 04 a 31 de julho de 2017.
2.1. O valor de R$ 180,00 (cento e oitenta reais), que poderá ser pago em duas parcelas de R$ 90,00 (noventa reais) com vencimento até o dia 10, dos meses de agosto e setembro de 2017.
3. Considera-se o participante, inscrito, no ato da confirmação da transferência bancária do valor estipulado, total ou da primeira parcela, no Banco do Brasil - Ag: 0391-3 Conta Corrente: 81.090-8 em nome de KASSIA REGINA M SILVA.
3.1. Enviar o comprovante de pagamento para o e-mail biblioeditora@gmail.com.
APRESENTAÇÃO DOS TEXTOS
1. Textos em português, devidamente revisados, sem ilustrações, com fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples, em formato Word enviados, juntamente com foto e currículo literário para o e-mail especificado no item 3.1 deste regulamento.
2. Serão admitidos textos inéditos (entende-se por inédito o original não publicado, parcialmente ou em sua totalidade, em antologias anteriores).
3. O recebimento, do texto, da foto com resolução e da minibiografia serão aceitos apenas pelo e-mail especificado no item 3.1 deste regulamento.
PUBLICAÇÃO
1. Os textos serão publicados por ordem alfabética e cada autor terá direito a 4 (quatro) laudas.
2. Cada participante terá direito a 7 (sete) exemplares impressos da coletânea entregues no dia do lançamento ou pelos Correios, sem custo de frete.
3. A capa da coletânea será colorida e o miolo em preto e branco, tendo em vista o alto custo para páginas coloridas, o que elevaria o valor da inscrição tornando inviável o projeto.
LANÇAMENTO
1. A “Coletânea MATO GROSSO DO SUL 40 ANOS” será lançada pela Revista Criticartes e Biblio Editora no dia 7 de outubro de 2017, no Soneto Café em Dourados, MS e em Campo Grande, com data a definir.
CONDIÇÕES GERAIS
1. Todos os casos não previstos nas normas deste regulamento serão discutidos posteriormente e decididos pelas Organizadoras.


domingo, 9 de julho de 2017

Lançamento da Antologia Criticartes

No sábado (1) foi o lançamento oficial da Antologia Criticartes. O evento foi no Soneto Café em Dourados, MS. Estiveram presentes os participantes de Dourados, Campo Grande, Douradina e Maracaju. Membros da União Brasileira de Escritores/MS também compareceram no evento.

A seguir as fotos dos participantes com Rogério Fernandes, o Organizador da antologia. Para os participantes de outros Estados e países, os exemplares foram despachados, gratuitamente, pelos Correios.

Da esquerda para a direita: Bianca Marafiga, Cláudia Krul, Michele Valverde, Kenny Teschiedel, Elias Borges, Aurineide Alencar, Adail Alencar, Ismael Narciso, Kassia Mariano, Rogério Fernandes, José Américo e Samuel Medeiros.

Certificados e exemplares da Antologia Criticartes.